[Crónica] As mãos que nos entrelaçaram

Quem passa habitualmente à rotunda do Operário Têxtil, já quase nem repara nas esculturas do casal de trabalhadores que compõem o monumento que ali se encontra. Nele, o autor – Laureano Ribatua – ao representar a rigidez e a simplicidade dos personagens, traduz o processo industrial ocorrido no Vale do Ave durante os séculos XIX […]

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[Editorial] Acabar de vez com a passarada no nome da Vila

Em setembro de 1930, nas colunas do Jornal de Santo Thyrso, o Padre Joaquim da Barca escreveu: “As minhas Aves queridas têm hoje uma aspiração muito legítima. (…) Querem ascender à categoria de vila! (…) Eu creio que ainda hei de ter o gosto de ver nas geografias (…) a Vila das Aves. Quase 25 […]

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[Crónica] O pacote laboral e o fetichismo reformista

O país precisa de reformas. A reforma é o mecanismo que as democracias têm à disposição para promover melhorias. Os governos prometem reformas, a oposição promete reformar o que o governo em vigor se revela incapaz de reformar. O governo queixa-se de que não reforma porque não deixam reformar. Acusam a oposição, ou melhor, as […]

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[Opinião] A evolução dos Municípios e os serviços

Quando se historiam os municípios é preciso que nos recordemos do que foi acontecendo ao longo dos anos. Santo Tirso era na década de 1980 um dos vinte concelhos mais importantes em Portugal. Por força da indústria têxtil e do peso nas exportações, numa época de mão de obra intensiva, o Vale do Ave tinha […]

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[Opinião] A democracia tem sentido de humor

Na série The West Wing, que recomendo vivamente a todos os que se interessam por política, após umas eleições intercalares sem grandes alterações, Josh Lyman comenta: “Depois de quatro meses e 400 milhões de dólares gastos, ficou tudo na mesma.” E conclui: “E depois dizem que a democracia não tem sentido de humor.” Esta conversa […]

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[Crónica] Memórias da fauna piscícola de Ambos os Aves (XI)

SÁVEL (Alosa alosa) (continuação) O sável, tal como os restantes anádromos, ao chegar, rio adentro, em grande número, no fim do inverno e inícios da primavera, era uma verdadeira dádiva para as comunidades ribeirinhas. “Sáveis por São Marcos[1], enchem os barcos” assim se dizia sobre a fartura deste peixe sazonal. Aliás, as gorduras acumuladas por […]

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