[Opinião] Vila das Aves e Vilarinho

CRÓNICAS/OPINIÃO Rui Baptista

1 A Vila das Aves foi contemplada no passado dia 13 de Junho com a aprovação do projecto de execução da requalificação da Av. 4 de Abril de 1955.

Em Outubro do ano passado foi apresentado o projecto de requalificação da Rua Joao Bento Padilha e dada a garantia de que a obra arrancaria no início deste ano mas, até ao momento, ainda não arrancou devido aos tramites legais.

Na altura escrevi que as prioridades da requalificação urbana de Vila das Aves estariam invertidas, apesar de todo o miolo urbano da vila necessitar de obras, não era, seguramente, a Rua João Bento Padilha a mais prioritária e, apontei, precisamente, a necessidade da Av. 4 de Abril sofrer uma intervenção profunda.

Por isso é uma boa notícia o arranque desta obra. Esperamos, sinceramente, que não fique presa nos “trâmites legais” e que a sua execução esteja à altura daquilo que vemos nas requalificações urbanísticas na cidade de Santo Tirso.

2 Vilarinho festejou o 15º aniversário de elevação a Vila, e não posso deixar de reflectir sobre este marco importante.

Vilarinho é uma das freguesias mais importantes do nosso concelho, embora seja muito desligada do resto do território, sempre mais interligada com a vizinha Vizela do que, propriamente, com Santo Tirso.

Nesta celebração dos 15 anos, os discursos oficiais não puderam fazer uma retrospectiva do passado, destacando o que a freguesia ganhou nos últimos 15 anos, por um motivo muito simples: os investimentos públicos na freguesia resumiram-se a uma casa mortuária, ampliação do cemitério e a estrada de Paradela. A verdade é que Vilarinho mudou muito nos últimos anos, e ganhou nova vida, mas deve-se, essencialmente, aos investimentos privados. Além do recente multiusos de gosto duvidoso, foi o crescimento e instalação de novas empresas naquela freguesia que deram uma nova dinâmica e trouxeram muitos novos empregos. O poder autárquico nada fez para acompanhar esse crescimento e trazer novas condições para essas empresas e para as pessoas.

Os discursos oficiais foram enumerações de cadernos de encargos sobre aquilo que é preciso fazer, sendo algumas dessas necessidades promessas de campanha feitas em 2021. Exemplo disso é a requalificação da EM 513, que a um ano do fim do mandato continua sem avançar.

Vilarinho, dada a sua importância estratégica, deveria ser olhada como um polo de atração de indústria, mas também de fixação de população. A sua proximidade a Vizela deve ser vista como uma oportunidade para uma zona de expansão da população que não consegue fixar-se em Vizela, mas quer ficar perto. Para isso é necessário projectar na freguesia zonas habitacionais com boas acessibilidades e infraestruturas básicas (que ainda estão longe do aceitável).

Vilarinho tem muito potencial, mas é preciso que a Câmara tenha essa visão estratégica. Esperemos que daqui a 15 anos o balanço possa ser diferente.

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