Clube Desportivo das Aves: assembleia geral, impasse total

ATUALIDADE DESPORTO

Não houve deliberações sobre os pontos da ordem de trabalhos por ausência de propostas concretas. Mas não foram essas as más notícias da noite.

A assembleia geral extraordinária convocada para ontem, dia 8 de abril, era justificada por dois pontos na ordem de trabalhos. O primeiro, para decidir sobre alteração estatutária que permitisse a participação nos corpos sociais do Clube de dirigentes com funções idênticas no CDAves1930. O segundo incidiria sobre o protocolo entre o Clube e o CDAves 1930, sendo a expectativa dos sócios que ficaria feito o esclarecimento sobre o modo como vem sendo definidas as relações entre as duas entidades desde o surgimento do clube “satélite”. É sabido que foi essa estratégia que permitiu desbloquear a participação de equipas de futebol nas competições a nível regional mas não são do conhecimento dos sócios as condições e as implicações práticas que a solução encontrada acarreta.
Nenhum dos pontos teve decisões, por falta de propostas concretas para discussão e votação, tendo sido afirmada a necessidade de pensar melhor tendo em conta as más notícias que se foram anunciando. A rápida passagem ao terceiro ponto (o dos “outros assuntos”) desvendou o mistério das más notícias anunciadas: as sanções desportivas que a Fifa aplicou em tempos ao clube e que estiveram na origem do impasse que obrigou à criação do CDAves1930 foram agora alargadas a este clube. Ou seja, o “1930” deixa também de poder fazer das inscrições de jogadores.

As explicações dadas aos sócios presentes sobre a decisão da Fifa referiram ter sido alegado pelos clubes e pelos jogadores queixosos (a quem a SAD ficou a dever) que não há distinção entre o Aves e o Aves1930, pois usam os mesmos símbolos, os mesmos equipamentos e as mesmas instalações. Mas nada transpirou para os sócios sobre que caminhos a tomar agora face à nova situação.

António Freitas não será candidato

A informação sobre as sanções da Fifa silenciou o auditório da Sala de Imprensa mas a intervenção seguinte do presidente António Freitas tornou o ambiente ainda mais sombrio. “Não estamos com intenções de renovar o nosso mandato”, afirmou esclarecendo que “não é fugir das responsabilidades. Gostava que aparecesse uma lista. Se não aparecer, continuo até que haja uma solução nova para o Aves”.

Eleições em 14 de maio

Rui Ribeiro, o presidente da mesa da Assembleia anunciou que a convocatória da reunião eleitoral sairá a 14 de abril, para a realização das eleições em 14 de maio. E, face ao vazio deliberativo desta reunião, será necessário realizar, ainda antes, uma nova assembleia geral extraordinária. Nessa reunião deverá também ser colocada aos sócios uma deliberação sobre possível contrato de cedência do campo junto do pavilhão, estando patentes na secretaria, para consulta, os documentos relativos às duas propostas existentes.

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