[Opinião] Verão quente, de incêndios e não só

Castro Fernandes CRÓNICAS/OPINIÃO

1 Com o regresso das altas temperaturas de Verão tivemos nas duas últimas semanas novamente, um pouco por todo o país, os infelizmente já tradicionais incêndios florestais que relembraram Pedrogão Grande em 2017, mesmo sem as consequências fatídicas de então. Para já a situação parece ter sido relativamente controlada, independentemente dos níveis de teor de humidade se encontrarem muito baixos e os níveis de água em algumas barragens estarem em níveis preocupantes, estando para já garantido pelo menos por dois anos o abastecimento de água às populações, segundo as palavras do Ministro Ambiente.

Assunto que urge ser resolvido é que todos os Municípios devem ter os seus Planos Municipais de Defesa da Floresta contra Incêndios atualizados, por forma a que melhor se possa prevenir e combater os incêndios nas florestas. Recordo que o Município de Santo Tirso possui uma importante área florestal, metade do concelho, quase 7.000 hectares (em linguagem corrente, à volta de 7.000 campos de futebol).

2 Tal como escrevi anteriormente, o PRR (Plano de Recuperação e Resiliência), fruto do ato eleitoral antecipado, sofreu atrasos no grau de execução do mesmo. Numa entrevista desta semana ao Público a Comissária Europeia Elisa Ferreira, responsável pelos Fundos de Coesão, com fortes ligações a Santo Tirso, alerta para que “Portugal tem que fazer mais para superar a estagnação “. As últimas notícias apontam para que os investimentos em estradas e parques de estacionamento podem ser retirados do Portugal 2030 o que seria negativo para Santo Tirso que tem dois importantes investimentos nas variantes à cidade, para o nó da Ermida e para o nó de saída da Auto Estrada A3 e ligações a Fontiscos.

“Todos os municípios devem ter os seus planos municipais de defesa da floresta contra incêndios atualizados, por forma a que melhor se possa prevenir e combater os incêndios nas florestas”

3 A última sondagem nacional para o JN/DN revela números com um desgaste relativo para o governo. A recente subida de Luís Montenegro à liderança do PSD tem a ver com uma nova estratégia política, a quatro anos, que certamente vai tentar alterar a relação de forças políticas, mesmo a nível local.

4 Tal como escrevi anteriormente para o Entre Margens, a medida que mereceu alguma contestação em Santo Tirso foi a do alargamento das zonas de estacionamento pago em Santo Tirso e a do aumento do tarifário na ordem dos 50 %. Mais polémico ainda o facto de em vários locais ter sido adotado o sistema de tarifário nos parcómetros durante 7 dias por semana e 24 horas por dia, no parque de estacionamento de baixo, por trás do edifício da Câmara Municipal, e junto às piscinas municipais. A concessão que originou alguma polémica não tem os seus problemas resolvidos e certamente com a sua evolução ocorrerão alterações.

5 O estado da antiga EN-104, que é uma importante alternativa ligação do centro de Santo Tirso à A3, com passagem pela rotunda da antiga Cortel, inspira cuidados. A EN-104 foi totalmente requalificada e repavimentada em 2002, pela Câmara Municipal, e dela se servem muitos habitantes do concelho e não só. Também zonas comerciais e industriais geram um importante fluxo viário em direção à A3 e a outros concelhos. A degradação progressiva da estrada EN104 leva à necessidade de se executar em breve a sua requalificação.

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