[Editorial] Entre Margens: 39 anos de luta

CRÓNICAS/OPINIÃO Diretor

O número zero do jornal Entre Margens foi publicado a 4 de abril de 1987. Vai completar, portanto, 39 anos de vida e entra nos quarenta em modo de luta pela sobrevivência. “Fruto de uma ideia antiga, propriedade de uma cooperativa, criada com esse objetivo prioritário”, o Entre Margens surgiu para “proporcionar à terra em que nascemos ou que amamos, a oportunidade de ter um jornal aberto à defesa, plural, dos seus interesses”, escreveu em editorial desse número zero, o diretor Adolfo Queirós.

Melhor ou pior, conforme as opiniões a que todos têm direito, o Entre Margens tem procurado cumprir o seu propósito. Mas os tempos mudam e as transformações no que respeita à difusão das notícias e das opiniões são de tal monta que a imprensa escrita parece condenada a uma crise permanente, quando não ao desaparecimento. É um sinal dos tempos. A Cooperativa Cultural de Entre os Aves, proprietária do Entre Margens debate-se com escassez de meios financeiros, apesar da reduzida estrutura, dos custos reduzidos ao mínimo possível e apoiando-se em significativa colaboração voluntária.

Por isso, lembramos que dependemos da boa cobrança das assinaturas e da publicidade, assim como das contribuições dos mecenas que nos têm apoiado. Estamos sempre muito gratos a todos os assinantes que prontamente liquidam o montante da assinatura e às empresas e instituições que nos proporcionam publicidade ou apoio do mecenato cultural.

O reconhecimento do interesse cultural do jornal Entre Margens foi novamente renovado e dá às empresas o acesso a benefícios fiscais. E o estado, ao prescindir de parte da receita fiscal passa a ser, também cofinanciador, pois são considerados gastos ou perdas do exercício, em valor correspondente a 130 % (para efeitos do IRC), os donativos atribuídos a entidades como a nossa. Desde já agradecemos a todos quantos possam a apoiar-nos desta forma e assim contribuir para a estabilidade financeira do Entre Margens e estamos ao dispor para mais esclarecimentos.

Note-se que a Cooperativa Cultural de Entre os Aves, proprietária do Entre Margens, é uma sociedade sem fins lucrativos em que um dos princípios basilares é “um sócio, um voto”, independentemente do capital realizado. Com mais de quarenta anos de existência, tem o jornal como referência principal e precisa de garantir a sua própria vitalidade para que o jornal sobreviva. Poderão a vila e a região envolvente ajudar ao rejuvenescimento e atualização de uma ideia antiga?

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