Depois das eleições autárquicas de 12 de outubro de 2025 vale a pena fazer um balanço do que de mais importante ocorreu no concelho de Santo Tirso. Por um lado, houve alterações na geografia eleitoral concelhia com o PS a manter a presidência por maioria absoluta, com Alberto Costa, e a ganhar seis membros na Câmara Municipal, tendo perdido um vereador em relação ao mandato anterior. O PSD que praticamente duplicou o número de votos subiu o número de vereadores de dois para três. A grande novidade foi que o PSD pela primeira vez na história da democracia conseguiu ganhar as juntas de freguesia de Vilarinho e de S. Tomé de Negrelos. O PS conseguiu manter três dos presidentes de junta (Vila das Aves, Rebordões e Reguenga) e elegeu sete novos presidentes de junta em virtude de ter terminado o número de mandatos dos anteriores presidentes (Santo Tirso, V N Campo, Roriz, Além Rio, Carreira/Refojos, Água Longa e Lamelas/Guimarei). Monte Córdova e Agrela mantiveram as duas presidentes de junta “independentes” que apoiavam o PS para a Câmara Municipal.
Entretanto decorreram eleições para as concelhias dos respetivos partidos tendo sido reeleito para presidente do PSD, Ricardo Pereira, e o PS fez eleger presidente da concelhia o também atual presidente da AM, Fernando Benjamim.
As principais alterações políticas que ocorreram neste primeiro ano de mandato refletem-se no facto de o PSD estar muito mais ativo e ter contestado muito mais a atividade do órgão executivo o que não se verificava há muitos anos, especialmente em início de mandato. Ricardo Pereira depois de ter perdido as eleições de 2025 assumiu-se novamente como opositor de Alberto Costa e já está a aparecer como recandidato em 2029, andando a percorrer praticamente todas as freguesias e movimento associativo e assumindo linhas de rotura política como aquela em que solicitou recentemente a demissão de Alberto Costa sem que haja qualquer decisão nesse sentido. O presente mandato parece ser mais aceso que os anteriores embora no primeiro ano de mandato não seja usual grande atividade política, como se tem verificado. As atividades lúdicas tem-se mantido praticamente as mesmas, conforme o prometido, com forte participação popular. Quanto aos investimentos, nomeadamente os iniciados antes das últimas eleições autárquicas, têm andado a ritmo muito lento, provocando mesmo problemas aos munícipes, como por exemplo em Vila das Aves, talvez porque não há eleições previstas num horizonte próximo.
Novidades por parte da câmara municipal neste início de mandato foram a da criação de uma nova e ampliada estrutura orgânica, com a criação de mais um departamento municipal, mais chefias de divisão e mais chefias de serviço. Na nova estrutura orgânica foi criado um novo Departamento de Proteção Civil e reforçados os respetivos quadros. Por outro lado, a Polícia Municipal tem visto diminuir o número de elementos ativos de forma significativa o que tem originado algumas críticas. Tal como tem diminuído muito o número de elementos dos denominados serviços externos, que viu alterada a localização dos respetivos estaleiros, nomeadamente os ligados às vias municipais, de que se reflete o estado das vias urbanas, das estradas nacionais desclassificadas e das estradas e caminhos municipais, como tenho referido de há longo tempo a esta data. Também o setor operário, nas suas mais variadas áreas, tem diminuído significativamente, talvez devido a uma aposta no chamado “out-sourcing” que tem as suas virtudes e os seus defeitos. Com impacto foi a aprovação da nova revisão do Plano Diretor Municipal com alguma contestação à mistura até pelo número de participações ocorridas e mesmo pelos artigos de opinião publicados nos órgãos de informação local e nas redes sociais.
Assunto que ultimamente mereceu alguma contestação foi a do prolongamento da concessão do estacionamento em Santo Tirso por mais cinco anos e que merece ser refletida. Vamos aguardar pelas novidades nesta área.
