Câmara de Santo Tirso cria cinco centros de acolhimento com total de 300 camas

Camas estarão divididas por cinco zonas do concelho e instaladas no Pavilhão Municipal e nos pavilhões das escolas D. Afonso Henriques, Vila das Aves; S. Martinho do Campo, na zona nascente; de Agrela, no Vale do Leça; e no Instituto Nun’Alvres, no Além-Rio.

Estão prontos os cinco Centros de Acolhimento Municipal destinados a acolher utentes, prestadores de cuidados e pessoal de apoio das instituições de solidariedade social que necessitem de apoio social em caso de emergência em território municipal e distrital.

“É mais uma medida que visa reforçar a capacidade de resposta do Município de Santo Tirso face da evolução da Covid-19”, garante o presidente da câmara municipal de Santo Tirso, Alberto Costa.

Paralelamente, a autarquia tirsense tem já disponível um grupo de voluntários, escolhidos no âmbito da bolsa de voluntariado lançada conjuntamente com as 14 juntas de freguesia, para prestar apoio social a quem venha a necessitar de alojamento temporário nos cinco centros de acolhimento, em matéria de alimentação, cuidados de higiene e apoio psicológico.

“Desde o início da pandemia, o executivo municipal tem vindo a trabalhar com as autoridades de saúde, presidentes de junta de freguesia, agentes de proteção civil, empresas, paróquias e todo o tecido institucional do município para articular medidas dirigidas à população em geral e aos grupos de risco de acordo com a fase de resposta à propagação da doença”, assume Alberto Costa, acrescentando: “Temos procurado estar sempre um passo à frente na evolução da pandemia, razão pela qual avançámos com um conjunto de decisões num determinado momento e agora colocamos no terreno os cinco Centros de Acolhimento Municipal”.

“O objetivo é claro”, considera. “Como é do conhecimento público, a Covid-19 tem um especial impacto em pessoas com mais de 65 anos, com patologias associadas, pelo que importa salvaguardar o papel das instituições de solidariedade social, nomeadamente com as valências de lar e Unidades de Cuidados Continuados. Queremos, por isso, ter pronta uma resposta adequada a qualquer tipo de emergência que, num futuro a curto ou a médio prazo, possa surgir na comunidade relacionada com pessoas e instituições em maior vulnerabilidade”.

Alberto Costa sublinha que “a câmara municipal decidiu dividir o Município nas cinco clássicas regiões e criar um Centro de Acolhimento Municipal em cada uma, salvaguardando assim todo o território municipal, dos extremos ao centro, em caso de uma emergência e da necessidade de prestar apoio às pessoas e às instituições prestadoras de cuidados de saúde e de higiene”.

O edil tirsense adianta também que “os cinco Centros de Acolhimento Municipal estarão disponíveis para apoiar a comunidade local e a comunidade do distrito do Porto, caso as autoridades de saúde e de proteção civil distrital e a Segurança Social necessitem de dar uma resposta a situações que exigem uma imediata resolução”.

“Este não é o momento de cada um olhar para o seu quintal e construir muros, mas antes a hora de todos cuidarmos de todos”, afiança Alberto Costa.

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