[Editorial] Aprender sempre

CRÓNICAS/OPINIÃO Diretor

1Estamos sempre a aprender. Até há poucos dias, eu nunca tinha ouvido falar de “comboio de tempestades” nem de “rio atmosférico” e eis-nos a braços com os seus efeitos. O vento, primeiro, que levantou telhados, derrubou postes de eletricidade e milhares de árvores, deixando um rasto de destruição que levará anos a reparar. Depois a chuva, que provocou inundações no centro e sul do país e na vizinha Espanha. Chuva que continua intensa e persistente, fazendo temer a continuação das inundações.
Estávamos habituados aos furacões de televisão, os habituais tornados e tufões do Golfo do México, convencidos de que são problemas de uma zona do planeta separada de nós pelo oceano. Agora, somos atingidos por fenómenos análogos e temos que pensar na prevenção para este tipo de situações. Os especialistas alertam para a tendência de alternância entre períodos de seca severa, cada vez mais frequentes devido às alterações climáticas, com anos muito húmidos como este agora.
Temos, como país, que continuar a aprender. Temos que tornar eficiente todo o sistema de proteção civil, melhorar e consolidar sistemas de comunicação e de alerta. As mensagens de alerta deverão ser mais precisas em relação aos efeitos e às zonas específicas onde se preveem os efeitos do que se aproxima.
Felizmente há cientistas a estudar estes fenómenos e a fornecer previsões e recomendações para lidar com estas circunstâncias. Cumpre-nos acreditar na ciência e agir em conformidade. As alterações climáticas não são um mito, são uma realidade. Comprovam-no as situações que enfrentamos nesta altura bem como as cheias que assolam o centro de Moçambique.
Desacreditar a ciência e os cientistas, como está a acontecer nos Estados Unidos da América, cuja administração promove a desinformação, corta financiamentos ao estudo do clima, desdenha a energia dita verde em favor dos combustíveis fósseis e abandona os organismos globais ligados ao clima é insensato e imprudente e todo o planeta virá a ser vítima.

2O apoio aos cidadãos tem de incluir as situações do dia a dia em que o cidadão é utente de um serviço, público ou privado. Um leitor do Entre Margens pede-nos para transmitir, a quem de direito, uma sugestão para melhorar a qualidade do atendimento do Centro de Saúde de Negrelos. Porque não instalar um sistema de gestão do parque de estacionamento privativo do Centro de Saúde, de forma que os utentes, como acontecia dantes, possam estacionar aí o carro para ir ao médico? A validação do “ticket” pelos serviços abriria a barreira de saída e impediria os abusos que provocaram a limitação do acesso.

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