[Entrevista] Quitéria Roriz: “É preciso estar no terreno e conhecer os reais problemas das pessoas”

Atual presidente da concelhia do PSD recandidata-se ao cargo que ocupa desde dezembro de 2019 com a intenção de “unir o presente, construir o futuro”.

Quitéria Roriz não “sacode” a responsabilidade dos resultados eleitorais obtidos nas últimas eleições autárquicas, mas mostra-se confiante do projeto que tem para a concelhia tirsense. Apresenta-se como “leal e fiel à social-democracia”, tendo apoio e “luz verde” dos atuais eleitos do partido nos vários órgãos autárquicos.

Sob o mote de dinamismo e proximidade, diz que “ninguém pode ficar para trás” quando a intenção é ter uma maior presença e trabalho nas freguesias para conseguir uma maior representatividade do partido.

Que razões a conduziram a recandidatar-se ao cargo? Foi uma decisão refletida tendo em conta os resultados eleitorais?

Os resultados eleitorais foram pesados e isso levou-me a apresentar a demissão junto da mesa de secção. A recandidatura foi ponderada e, sobretudo, analisada com os eleitos, porque é assim que faz sentido fazer política. A vontade pessoal e individual tem que lá estar, mas podia dissipar-se se não houvesse este envolvimento por parte dos eleitos. Foi um sinal verde muito importante. A par de outros militantes, foi fundamental perceber que os eleitos estavam ao lado do projeto que se pretende construir com esta Comissão Política.

Essa vontade pessoal advém do facto de ter deixado coisas por fazer do seu projeto durante este mandato?

Fui eleita em dezembro de 2019 e poucos meses depois do arranque da comissão política, estávamos a entrar na pandemia. Obviamente que o trabalho político continuou, com apoio à câmara municipal e às juntas de freguesia, sobretudo aos presidentes de junta do PSD à data, mas acabou por ficar muito centrado nisso. Com dois anos de mandato, nenhum presidente da comissão política pode dizer que fez tudo o que queria fazer ou que conseguiu levar a sua estratégia e o seu plano de trabalho até ao fim.

“Acredito que agora o partido estará mais preparado para trabalhar de uma forma diferente junto daquilo que são os órgãos locais. É aí que conseguimos fazer política.”

Quitéria Roriz

Um dos problemas do partido é a divisão entre o trabalho da comissão política e os eleitos nos órgãos autárquicos, como a equipa de vereadores. Com este combate a dois, corre-se o risco de voltar a existir esta divisão?

Não acredito que haja qualquer tipo de divisão. A articulação existe e irá existir. A comissão política que represento candidata-se para vencer e levar avante o projeto que acreditamos fazer sentido. Contudo, não tencionamos, e ninguém tenciona, ficar de costas voltadas para quem quer que seja. Obviamente, quanto mais integrados estivermos na comissão política, mais facilitado será o trabalho nos órgãos autárquicos.

Que trabalho é esse que diz ser necessário?

Para começar, os eleitos têm que estar junto das pessoas. É preciso estar no terreno e conhecer os reais problemas das pessoas, para depois conseguir levar os anseios das pessoas às Assembleias. Este é o trabalho que é necessário fazer e é preciso que os candidatos agora eleitos se sintam apoiados pela Comissão Política.

[Entrevista completa na edição 683 do Entre Margens]

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