[Opinião] E depois do novo presidente?

Castro Fernandes CRÓNICAS/OPINIÃO

1É inequívoco que as eleições presidenciais são o tema político do momento em que os resultados da disputa entre António José Seguro e André Ventura irão ter consequências futuras quer em termos presidenciais, quer mesmo quanto às futuras legislativas.

A 2.ª volta das presidenciais que se vai realizar no próximo dia 8 de fevereiro de 2026 vai definir o próximo Presidente da República, que de acordo com o acontecido anteriormente o será provavelmente nos próximos dez anos. António José Seguro decidiu avançar após a intervenção de Pedro Nuno Santos, em outubro de 2024, que o apontou como um dos possíveis futuros candidatos. Mais nenhum candidato apareceu na área do PS o lhe abriu campo para uma campanha solitária, apesar dos problemas que teve que ultrapassar mesmo de opositores dentro do PS.

Seguro consolidou assim a expectável vitória na primeira volta das eleições e agora prepara-se para ganhar a segunda volta contra André Ventura que está a fazer uma dupla candidatura às presidenciais e às legislativas dependendo tudo dos resultados alcançados. Após a primeira volta e logo na primeira semana surgiram, como que de surpresa, muitos apoiantes ou próximos da AD a subscrever a candidatura presidencial de Seguro com nomes sonantes como Cavaco Silva, Paulo Portas, Marques Mendes, Rui Moreira, José Miguel Júdice, Pacheco Pereira e muitos outros. Uma pergunta que se coloca desde já é que tipo de influência vão estes políticos exercer sobre a Presidência da República?

António José Seguro já respondeu que não se deixará influenciar, mas as dúvidas subsistem até pelos fortes apoios que conseguiu consignar à direita e à esquerda. André Ventura decidiu candidatar-se à presidência da república sendo que está a jogar num tabuleiro político onde o grande objetivo é tentar lutar por uma vitória política em futuras legislativas. Talvez por isso Luís Montenegro não tenha definido a sua posição quanto às presidenciais. Se André Ventura conseguir um bom resultado nas presidenciais é muito provável que até ao fim de 2026 tenhamos grande atividade dependendo tudo da posição do PS e do Secretário Geral, José Luís Carneiro, que decidiu convocar eleições diretas internas no PS e realizar um Congresso Nacional já em março.

2Hospital e Escola Agrícola em Santo Tirso – duas questões que vão atravessar os próximos tempos em Santo Tirso. Quanto ao Hospital o silêncio e a indecisão têm sido ensurdecedores o que é estranho para um assunto que o PM Luís Montenegro anunciou como resolvido em dezembro de 2024!

Quando à Escola Agrícola a intervenção recente do Ministro da Educação na Assembleia da República veio complicar o assunto com o anúncio de que iria competir à Comissão de Coordenação da Região Norte e à Câmara Municipal de Santo Tirso resolver o assunto quando esta última não tem competências nesta matéria! Que se prevê quanto ao futuro?

P.S.: Por último, uma notícia muito triste com o falecimento da ex-vereadora da Câmara Municipal Júlia Odete Godinho de Paiva Moinhos Costa. Uma cidadã tirsense que é uma referência para todos nós. Tive o grato prazer de trabalhar com ela desde a década de oitenta do século passado e tive a honra de a ter como minha Chefe de Gabinete e Vereadora da Cultura e da Ação Social. Foi das pessoas mais solidárias com quem lidei na minha vida.

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