[Opinião] Recuperar da invernia nas estradas

Castro Fernandes CRÓNICAS/OPINIÃO

Com o fim de um inverno com imensas tempestades que levaram à destruição de muitas infraestruturas, muitos edifícios de habitação, edifícios coletivos, construções agrícolas e industriais apareceu o estudo da proposta de PTRR (Plano de Transformação de Recuperação e Resiliência), da iniciativa do governo, que tem ouvido as mais variadas entidades e instituições para definir os investimentos e prazos com vista às execuções futuras. A invernia, também denominada como “comboio de tempestades “, causou imensos problemas na zona centro e também em várias bacias hidrográficas do norte e do sul. A rede rodoviária de autoestradas, a rede nacional de estradas e as redes municipais sofreram prejuízos incalculáveis que vão demorar a corrigir. Urge executar planos de recuperação de nível nacional, regional e municipal com financiamentos bem definidos para que não se prolongue a degradação das redes de infraestruturas e equipamentos cuja não resolução agravará ainda mais.

Santo Tirso, enquanto município, tem também muitos problemas e deve já estar a executar neste momento um Plano de Recuperação de Pavimentos e Infraestruturas do qual destacaria:
-Ao nível da rede de estradas nacionais são de referir as variantes à cidade de Santo Tirso (variantes à EN 104 e EN 105) que já se encontravam com problemas ao nível dos pavimentos e que se agravaram com a invernia. Estas obras de requalificação são da responsabilidade da Infraestruturas de Portugal.

-A Estrada Nacional N 204 entre Santo Tirso e Famalicão tem o pavimento muito degradado pela existência de buracos e desnivelamento das caixas de infraestruturas. Esta obra é também da responsabilidade da Infraestruturas de Portugal.

-A EN 104, estrada nacional desclassificada da responsabilidade do município de Santo Tirso, entre a zona da antiga Fábrica do Arco e a Portagem da autoestrada A 3, está com o piso muito degradado há anos. Esta obra é da responsabilidade do município de Santo Tirso. Refira-se que no troço da EN 104 entre a Portagem e a Trofa está a decorrer já uma obra de repavimentação a ser executada pela Câmara Municipal da Trofa que foi quem a assumiu essa responsabilidade.

-Existe também uma extensa rede de estradas e caminhos municipais que foi muito afetada e para a qual têm de ser tomadas medidas para que o levantamento a efetuar contribua para a definição de prioridades e fontes de financiamento. Há pequenas reparações que não se percebe porque não são resolvidas e só se justificam porque a câmara municipal não está devidamente dotada de equipas próprias de manutenção de vias municipais. Uma das estradas municipais a necessitar de urgente reparação é a estrada municipal 644 entre S. Tomé de Negrelos e Vila Nova do Campo que liga à zona nascente do concelho onde também a VIM, Via Intermunicipal também necessita de obras urgentes.

-A rede de estradas nacionais desclassificadas que passaram a ser geridas pela câmara municipal merece também o máximo cuidado. Destas são de realçar a EN 209-2 entre as vilas de Negrelos, Roriz e o limite do concelho em Paços de Ferreira, a EN 310 em Rebordões até ao limite do concelho em Famalicão, a EN 105-2, entre Santa Cristina do Couto (UF Santo Tirso) e o limite do concelho na Maia.

Muitas outras obras de reposição de pavimentos, nomeadamente em caminhos vicinais, da responsabilidade das Juntas de Freguesia, também merecem a melhor atenção, mas para isso têm de ser devidamente enquadradas num plano municipal com o respetivo suporte financeiro.

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