[EDITORIAL] A promoção da saúde e da segurança

1 O número de novos casos confirma que estamos perante mais uma vaga da covid-19. Mas também parece poder confirmar-se que a elevada taxa de vacinação atingida em Portugal está a limitar a gravidade das situações, ao contrário do que se passa em países como a Alemanha, a Áustria, a Bélgica e outros, cuja proporção população vacinada é menor.

Ainda assim, a perda de eficiência das vacinas ao longo do tempo obriga a reforçar a vacinação com nova dose e a manter as precauções para evitar o contágio. Será que a ciência não encontrou ainda a forma correta de imunização? E se as teorias da imunidade de grupo não vão garantir a tão esperada libertação, a vacinação periódica será inevitável?

Do mal, o menos. Mas que seja, no mínimo, garantido que o cumprimento responsável dos planos de vacinação permita uma vida normal, contando com a certificação, com a persistência dos cuidados de distanciamento, de higiene de mãos e de uso de máscara (em certas circunstâncias). E que as exceções, tais como as restrições de acesso a locais e eventos, bem como os confinamentos, fiquem reservados a quem, sem razões válidas, recusem as vacinas. E contando, é claro, com o funcionamento eficiente e coordenado dos centros de vacinação.

“A defesa e promoção da saúde de todos exige o cumprimento das normas que vão sendo estabelecidas na medida do acompanhamento científico da evolução da pandemia”

Américo Luís Fernandes

As manifestações contra as medidas adotadas para controle da pandemia que ocorreram no fim-de-semana passado na Bélgica tinham como palavra de ordem a frase “juntos pela liberdade”. Na Áustria as manifestações contra novo confinamento e contra a perspetiva de vacinação obrigatória pareciam conter motivações políticas de direita radical. Numa altura em que a Organização Mundial de Saúde calcula em meio milhão o número de potenciais vítimas na Europa, até março, se não houver medidas urgentes, este extremar de posições só pode conduzir a retrocesso no processo de retoma da normalidade. 

Todos têm direito à proteção da saúde e o dever de a defender e promover, diz a constituição. A defesa e promoção da saúde de todos exige o cumprimento das normas que vão sendo estabelecidas na medida do acompanhamento científico da evolução da pandemia. E, possivelmente, na perspetiva de termos de conviver com ela.

2 A repavimentação da antiga estrada nacional 204-5, entre a Pinguela e a Tojela, na Vila das Aves, já estava adjudicada antes das eleições autárquicas e, curiosamente, não foi objeto de nenhuma referência em campanha. Espera-se agora a finalização rápida da obra, com a indispensável pintura da sinalização de pavimento, nomeadamente das passagens de peões e das lombas em boa hora incluídas.

Em boa parte da sua extensão esta rua / estrada tem circuitos pedonais, isto é, passeios. Mas, noutra parte, a circulação, para quem anda a pé, é uma aventura de alto risco. Estas estradas foram concebidas há muitas décadas, num tempo de convivência fácil entre circulação pedonal e automóvel. Mas a pressão da circulação rodoviária obrigou a alargar o espaço de circulação automóvel à custa da estreita faixa de circulação pedonal.

No tempo de agora, em que se projetam vias pedonais com finalidades lúdicas, seria bem útil que se destinassem meios para garantir, em todo o percurso de cada uma das estradas, um passeio que tornasse um pouco mais fácil e segura a circulação de quem se desloca pelo seu pé.

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