Centro de Estágio: Junta e bombeiros admitem avançar com resolução de contrato

Entidades detentoras da Quinta dos Pinheiros, cedida à SAD em direito de superfície para a construção do centro de estágios do Desportivo das Aves, pretendem avançar com a resolução do contrato se não forem dadas garantias até 15 de junho.

A SAD do Desportivo das Aves continua a ser protagonista de uma alargada investigação do jornal Público que na edição de hoje, dia 8 de junho, se centra na questão do centro de estágio.

A reportagem revela que, desde 2016, “já foram pagos mais de 1,5 milhões de euros”, mas que as obras estão paradas porque a construtora “exige receber uma verba em atraso de mais de 400 mil euros.”

Atualmente, num terreno cujo projeto previa a construção de uma unidade hoteleira com 50 quartos e três campos de futebol, vê-se apenas um relvado sintético e o matagal a ganhar forma.

Perante a inexistência de obra no local, os detentores dos terrenos, Junta de Freguesia de Vila das Aves e Associação Humanitária dos Bombeiros de Vila das Aves, ponderam avançar com a resolução do contrato. Esta intenção não é recente, sendo que ambas as entidades encetaram contactos nesse sentido com a SAD do CD Aves já em 2019. O processo foi-se arrastando e encontra-se agora perto do ponto de ebulição.

Contactados pelo Entre Margens, o presidente da associação humanitária, Carlos Valente, e o presidente da junta, Joaquim Faria, confirmaram a intenção de avançar para a resolução do contrato se não forem dadas garantias concretas até 15 de junho.

“O assunto não está esquecido”, garante Joaquim Faria, confirmando que o assunto está a ser tratado pelo advogado, encontrando-se agora na expectativa pelo dia 15 de junho data final para a apresentação de garantias para que a obra avance. Como explica Carlos Valente, nenhuma das instituições “deixou cair o assunto em saco roto”.

“Eles foram tentando adiar o processo com um compromisso de poderem arrancar com as obras em breve prazo, o que não aconteceu. Neste momento estamos com o cheque mate final. Se em 15 de junho for apresentada uma situação concreta, tudo bem. Não há vamos avançar com a resolução de contrato”, remata o presidente da direção dos bombeiros avenses.

Para ambas as entidades, resta agora esperar.

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