Em São Martinho do Campo, cidadãos unem-se pela desagregação da freguesia

ATUALIDADE

O movimento cívico já iniciou a recolha de assinaturas para a criação do abaixo-assinado que permita a independência da freguesia. Presidente da junta é acusado de se “desviar” da discussão.

Foi um tema levantado durante a campanha eleitoral e volta agora a fazer parte da agenda política tirsense. A “Lei Relvas”, como ficou assim conhecida a reforma administrativa levada a cabo em 2013 pelo Governo, liderado à época por Pedro Passos Coelho, voltou este ano a ser tema quente no panorama político tirsense.

Desagregar é a palavra de ordem para aqueles que nunca quiserem ver a sua freguesia unida a outra(s). Depois de Refojos de Riba de Ave, São Martinho do Campo é mais uma povoação do concelho em que um grupo de cidadãos se juntam para a criação de um abaixo-assinado que permita a desagregação da freguesia. Neste caso, São Martinho do Campo, juntamente com São Salvador do Campo e São Mamede de Negrelos, formam Vila Nova do Campo.

“O Presidente [Marco Cunha] lutou contra agregação e agora que tem tudo para fazer a desagregação não o vai fazer”

Jorge Castro, representante do movimento cívico

O descontentamento pelo que a “Lei Relvas” provocou não nasceu agora. Já em 2013, aquando da discussão da mesma, São Martinho do Campo foi uma das freguesias que marcou presença na manifestação em Lisboa para que o processo não se desenrolasse. Marco Cunha, atual presidente de Vila Nova do Campo, foi das vozes mais sonantes nesse processo. Esta é agora uma ‘falha’ apontada ao atual presidente.

“O Presidente lutou contra a agregação e agora que tem tudo para fazer a desagregação não o vai fazer. Disse, logo após as eleições, que isto era um não-assunto. É tudo muito estranho e faz-nos lembrar que há interesses instalados, mais do que aqueles pelos quais lutaram no início”, apontou Jorge Castro, representante do movimento cívico pela desagregação de São Martinho do Campo.

Foi a posição assertiva do atual executivo, aliada à vontade de um grupo de cidadãos, que permitiu o avanço para a recolha de assinaturas que permita a criação do abaixo-assinado.

“Este abaixo-assinado é o mote para dar início à luta”, disse Jorge Castro.

[A reportagem pode ser lida na íntegra na edição 684 do Entre Margens. Já nas bancas!]

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