[Editorial] Eleições autárquicas e comunicação social

As próximas eleições autárquicas foram marcadas para o dia 26 de setembro e começamos, nesta edição do Entre Margens, a inserir conteúdos relativos às diversas candidaturas aos órgãos municipais e de freguesia.

Seguindo uma linha de rumo que faz parte do Estatuto Editorial do jornal, que é de servir de espaço de debate a todas as correntes de opinião, pretendemos desenvolver conteúdos para difusão de propostas e intenções de todas as candidaturas, mediados por trabalho profissional jornalístico e adequando proporcionalmente o espaço disponível de forma racional e lógica. E esperando as diferentes candidaturas se disponham a colaborar neste formato, como tem sido prática em situações anteriores.

Nos tempos que correm deverá tornar-se cada vez mais notória a atividade nas redes sociais tanto de promoção de candidatos e de candidaturas como de desgaste e de descredibilização dos adversários.

São sinais do tempo, ainda assim e aparentemente a decorrer de forma muito mais calma e contida do que na eleição anterior. Infelizmente não se conhecem ainda decisão judicial sobre um caso então ocorrido e uma decisão dessas poderia dar indicações sobre os riscos da utilização das redes sociais “em roda livre”.

Podem contrapor os defensores das redes sociais que também alguma imprensa escrita não teve intervenção com nível de isenção e de distanciamento adequados mas foi caso isolado que se consumou com saída de cena e desaparecimento imediato.

De acordo com a Carta Portuguesa de Direitos Humanos na Era Digital é dever do Estado assegurar a proteção da sociedade contra quem produza ou difunda narrativa considerada desinformação, isto é, narrativa comprovadamente falsa ou enganadora criada, apresentada e divulgada para obter vantagens. Uma das práticas tipificadas como desinformação e sujeita sanções é o uso de redes de seguidores fictícios. E ficou estabelecido o direito de todos verem apreciadas pela Entidade Reguladora da Comunicação Social as queixas contra quem pra tique tais atos.

Mas não é de esperar que a desinformação e os perfis falsos nas redes sociais passem a ter menor expressão só porque existe proteção legal contra isso. Haverá sempre que contar com o risco de manipulação de conteúdos de origens não seguras.

Mas é perfeitamente plausível esperar informação de qualidade dum jornal com provas dadas como é o Entre Margens.

Tudo faremos para merecer a confiança dos nossos leitores.

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