[Entrevista] Susana Fonseca: “Joaquim Faria não tem perfil para estar à frente do progresso”

Dar cor a Vila das Aves é o objetivo de Susana Fonseca, rosto da coligação ‘Valorizar+’. Com objetivos delineados, usa o planeamento e a estratégia como modo de conseguir o progresso que diz não se ver na Vila.

“Susana Fonseca é esta mulher que se move por desafios”, diz Susana Fonseca sobre a própria. É com este desafio em mente que parte para as eleições autárquicas pela coligação ‘Valorizar+’. Com um projeto que diz ser ambicioso, mas sem utopias. Tem na reabilitação urbana um dos principais eixos da sua candidatura, onde a melhoria dos acessos é fundamental para permitir a evolução e funcionamento da Vila, nomeadamente, do comércio local. Quer ainda trazer para a Vila das Aves o ‘desenvolvimento pessoal’ através da criação de uma escola de ‘música, cultura e desenvolvimento pessoal’.

Porque decidiu avançar para esta candidatura à junta de freguesia de Vila das Aves?

Foi uma decisão muito ponderada, até porque nunca tive qualquer ação no sentido de me enquadrar no mundo político. Depois de ouvir as opiniões das pessoas do meu núcleo duro, resolvi que dado o meu percurso profissional de 24 anos ligada à gestão e empreendedorismo, ao meu fascínio pela criação e pelo amor à terra onde nasci, cresci, vivi e onde tenho a minha casa e a minha família, que tinha chegado o momento de abraçar o desafio de colocar a minha experiência, capacidade de liderança ao serviço desta comunidade. Não sou política, nem quero ser.

“Tivemos a mesma cor política na junta e na câmara e nunca Vila das Aves esteve tão mal como está”

Susana Fonseca

Como é que avalia o mandato de Joaquim Faria?

Não tenho nada contra Joaquim Faria, até porque enquanto empresária já partilhei várias situações com ele e sempre fui bem recebida. Em termos do desemprenho do Joaquim Faria para esta terra, entendo que não tem o perfil para estar à frente do progresso que é necessário para Vila das Aves.

A população de Vila das Aves tem sempre a ideia que está a ser discriminada por parte da câmara municipal de Santo Tirso. Se durante muito tempo isso poderia ser explicável pela diferença de cores partidárias, agora já não. Mudou alguma coisa ou o sentimento mantém-se?

O que aconteceu nestes quatro anos até foi muito interessante, porque o mito de que a mesma cor política é que iria trazer desenvolvimento e progresso, caiu completamente por terra. Tivemos a mesma cor política na junta e na câmara e nunca Vila das Aves esteve tão mal como está. Enquanto cidadã e candidata, trabalho com qualquer cor política. Obviamente, temos a nossa preferência, mas fazemo-lo por uma razão: não vamos trabalhar para partido nenhum, vamos trabalhar para a nossa terra.

A reabilitação urbana de Vila das Aves foi apontada como grande prioridade para o próximo mandato. A criação de um plano pormenor para Bom Nome-Tojela-Fontaínhas é indicada como uma das suas prioridades nesse sentido. Que outras necessidades aponta nesse âmbito?

Temos que pegar no que está projetado e começar a estruturar e a alinhar o planeamento e a execução: definir ações, definir tempos, definir metas. É com muita tristeza que digo que as nossas ruas parecem carrosséis. Temos as ruas num estado lamentável. Isto não é a camisola à medida do corpo de Vila das Aves. De todo. Há três objetivos principais: efetivamente uma orientação urbanística da nossa terra, a valorização do comércio e dos serviços e a questão fundamental dos acessos porque, muitas vezes, para valorizarmos determinado comércio que está numa determinada zona, depende do fluxo e do acesso que para lá tem. Isto faz toda a diferença.

Em relação ao projeto, conheço-o e sei, obviamente, que não é algo que se consiga fazer em quatro anos, mas tem que ser começado e têm que ser delineados os timings de ação para que não aconteça como o Parque do Verdeal. As pessoas têm que conhecer o plano e a planificação estratégica que se está a trabalhar para que ele aconteça porque só assim é que envolvemos as pessoas. Está no último dos nossos pilares de atuação, a criação de um fórum de desenvolvimento de Vila das Aves através da participação ativa de empresas, associações e instituições com o propósito de projetar e decidir iniciativas de progresso e crescimento sustentável para a freguesia. Isto tem que acontecer. Só assim é que há progresso e união entre as várias partes.

Os resultados preliminares dos Censos mostram a Vila das Aves com uma queda de população na ordem dos 6%. A que se deve esta quebra? Como pode ser combatida?

Deve-se a vários problemas. Por exemplo, em Vila das Aves pagámos um imposto municipal como se à beira-mar estivéssemos plantados. O facto de a vila não estar num patamar de progresso elevado é outro. Um dos nossos objetivos é a criação do Museu da Indústria Têxtil através de parcerias tecnológico-científicas. Isto não é ao acaso. Isto permite intercâmbio pessoas, consumo de produtos e serviços de cá.

Com que expectativas parte este processo?

De que a equipa Valorizar + vai ganhar as eleições no dia 26 de setembro e que a partir desse dia vamos começar a escrever uma nova história daquilo que é a política em Vila das Aves. Nem eu nem a minha equipa se identifica com os modelos políticos que existem até este momento. Esperamos que no dia 26 os nossos avenses nos transmitam votos de confiança e mudança.

[Ler Entrevista Completa na Edição 679 do Jornal Entre Margens]

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