[Opinião] Alea jacta sunt

Com a entrega das listas autárquicas no Tribunal está lançada uma nova fase na pré-campanha eleitoral.

Pela primeira vez desde que há eleições autárquicas, depois do 25 de Abril, vamos ter em Santo Tirso seis candidaturas à presidência da Câmara Municipal, já que além do PS e da coligação PSD/CDS concorrerão ainda a CDU, o Bloco de Esquerda, o Chega e o movimento P’rá Frente Santo Tirso.

Foram também conhecidos novos dados sobre a constituição das listas que resultaram de movimentos independentes em algumas freguesias fruto de acordos políticos que nunca se viram antes no concelho, como foram os casos de Agrela e Monte Córdova. Outro movimento independente surgiu também em Vila das Aves, o Aves. , e recandidata-se o Movimento Independente da Reguenga.

As tradicionais dificuldades na constituição de listas à Câmara Municipal, à Assembleia Municipal e às Assembleias de Freguesia, que não sucederam com o PS, advêm fundamentalmente da falta de organização interna dos partidos e movimentos que deixam para a última hora o trabalho de campo que deve ser feito durante os quatro anos que precedem as eleições.

Alguns partidos e movimentos estão longe de apresentar listas às catorze Assembleias de Freguesia o que irá dificultar muito as respetivas campanhas até porque o concelho de Santo Tirso é um concelho disperso com cerca de 140 Km2.

As tradicionais dificuldades na constituição das listas à câmara, assembleia municipal e assembleias de freguesia que não sucederam com o PS, advêm fundamentalmente da falta de organização interna dos partidos e movimentos que deixam para a última hora o trabalho de campo que deve ser feito durante os quatro anos que precedem as eleições.

Castro Fernandes

A coligação PSD/CDS depois de ter encontrado dificuldades iniciais, em parte devido às fugas de alguns dos seus militantes para os movimentos independentes, parece ter conseguido listas em quase todas as freguesias. Recordo que os movimentos existentes nas quatro freguesias do concelho têm como seus promotores militantes oriundos do PSD, alguns deles com responsabilidades acrescidas, tendo mesmo um sido candidato do PSD à Câmara Municipal em 2013.

Alguns partidos como a CDU e o Bloco de Esquerda apresentam candidatos às freguesias dos principais núcleos urbanos do concelho.

O Chega e o movimento P’rá Frente Santo Tirso tiveram dificuldades na apresentação de listas nas freguesias, daí resultando um deficit significativo.

Quanto às listas apresentadas, conhece-se na íntegra a lista de candidatos a vereadores do PS onde se verifica que, em relação às eleições autárquicas de 2017, se mantém praticamente a mesma equipa de candidatos com exceção, como é óbvio, do cabeça de lista de então. A única novidade é a presença de Sara Moreira em sétimo lugar. De registar a subida meteórica de Nuno Linhares de 7.º lugar em 2017 para 2.º, sendo natural que venha a ser nomeado vice-presidente, caso o PS vença as eleições. De referir também a subida de Sílvia Tavares de 6.º lugar em 2017 para 3.º. Como consequência Ana Maria Ferreira que é atual vice-presidente desce para 4.º lugar bem como descem também de lugar os vereadores que se lhe seguem na lista atual.

Quanto aos restantes partidos desconhece-se a constituição das listas de vereadores.

No que diz respeito à Presidência da Assembleia Municipal são conhecidos os candidatos do PS, Fernando Benjamin, da coligação PSD/CDS, José Pedro Miranda, da CDU, João Ferreira, do Bloco de Esquerda, António Soares, do Chega, Rúben Portilha, e do P’rá Frente Santo Tirso, Arnaldo Silva.

Alea jacta sunt”, os dados estão lançados.

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