Joaquim Couto detido no âmbito de investigação da PJ

Presidente da câmara de santo Tirso é um dos quatro detidos no âmbito da operação “Teia” da PJ, incluindo o autarca de Barcelos, Miguel Costa Gomes, o presidente do IPO do Porto Laranja Pontes e a empresária Manuela Couto.

Suspeitas de corrupção, tráfico de influência e participação económica em negócio no âmbito da contratação pública. A Polícia Judiciária (PJ) através da Diretoria do Norte anunciou a detenção de quatro pessoas no âmbito da operação “Teia”, entre eles o presidente da câmara municipal de Santo Tirso, Joaquim Couto.

Integram a lista de detidos, o edil de Barcelos Miguel Costa Gomes, o presidente do IPO do Porto Laranja Pontes e a empresária Manuela Couto.

De acordo com o comunicado da PJ, “a investigação, centrada nas autarquias de Santo Tirso, Barcelos e Instituto Português de Oncologia do Porto, apurou a existência de um esquema generalizado, mediante a atuação concertada de autarcas e organismos públicos, de viciação fraudulenta de procedimentos concursais e de ajuste direto com o objetivo de favorecer primacialmente grupos de empresas, contratação de recursos humanos e utilização de meios públicos com vista à satisfação de interesses de natureza particular.”

A câmara municipal confirma, em nota de imprensa, que “estão a decorrer diligências inspetivas por parte da Polícia Judiciária na câmara municipal de Santo Tirso”. Ao município tirsense foram apresentados pelos inspetores autos relativos à “utilização de viaturas municipais por parte de elementos do executivo municipal”, “viagens de trabalho realizadas pelo executivo municipal” e “Contratação de dois projetos de arquitetura.”

No âmbito da operação “Teia”, a PJ realizou na manhã de hoje uma dezena de “buscas domiciliárias e não domiciliárias, nas zonas do Porto, Santo Tirso, Barcelos e Matosinhos que envolveram dezenas de elementos, investigadores, peritos informáticos, peritos financeiros e contabilísticos, bem como magistrados judiciais, magistrados do Ministério Público e representantes de ordens profissionais.”

“A câmara municipal de Santo Tirso está a prestar à Polícia Judiciária a sua total colaboração, disponibilizando toda a documentação solicitada”, sublinha a autarquia em comunicado, acrescentando que se tem “pautado pelo respeito escrupuloso da lei, estando, por isso, tranquila com o desenrolar dos procedimentos.” Segundo a PJ, “a investigação vai prosseguir para apuramento de todas as condutas criminosas e da responsabilização dos seus autores.”

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