PCP na rua contra as alterações na Praça Conde São Bento e Largo Coronel Batista Coelho

Iniciativa da concelhia do Partido Comunista Português veio para a rua protestar as alterações proposta por um estudo prévio para a requalificação dos dois espaços históricos no coração da cidade.

“Requalificação sim, mas noutros moldes”, esta seria a síntese mais óbvia da argumentação do PCP perante o que foi proposto e apresentado à população tirsense pela câmara municipal como estudo prévio para requalificação da Praça Conde São Bento e Largo Coronel Baptista Coelho.

A polémica relativa à requalificação de ambos os espaços surgiu quando Joaquim Couto apresentou publicamente a intenção de os requalificar, um investimento na ordem dos 2,6 milhões de euros, onde se pretende privilegiar a mobilidade verde e a sustentabilidade da cidade.

Na sequência da discussão pública que se seguiu, Daniel Azevedo criou uma petição online que atingiu mais de duas mil assinaturas a manifestar-se contra as alterações propostas pelo município no estudo prévio, naquilo que considera ser “descaracterização do centro de Santo Tirso.”

Segundo o PCP, “a câmara começou bem ao abrir a discussão em três sessões públicas que foram muito participadas” onde as pessoas puderam expor as suas preocupações, devendo agora ouvir essas opiniões e fazer alterações em concordância.

“As nossas preocupações sãs as mesmas das pessoas”, disse ao Entre Margens, Maria Augusta Carvalho. “A descaracterização daquilo que consideramos o centro histórico, dos nossos jardins, dos bancos vermelhos”, continuou a líder comunista tirsense. “O que não significa que isto não precise de obras, porque precisa. Para embelezar, para melhorar, para fazer algo que fique enquadrado na traça que caracteriza os espaços”.

Estamos preocupados com os “espaços verdes e jardins, com a falta de alternativas de estacionamento, com a pressão urbanística e a perda de qualidade de vida, com o aumento do ruído noturno e principalmente com as verbas envolvidas”, acrescenta Maria Augusta Carvalho. “Não nos parece prioritário gastar tanto dinheiro nesta intervenção quando há tanta coisa, do mais básico, que ainda está por fazer.”

Em resposta à iniciativa, em comunicado, o Partido Socialista lamenta que “o PCP esteja a instrumentalizar questão da intervenção urbanística na cidade para fins eleitoralistas e a contribuir oportunisticamente para a desinformação em torno das praças”. Os socialistas garantem que ainda não existe “qualquer decisão tomada em relação ao futuro das praças, pelo que é irresponsável o PCP de Santo Tirso afirmar que está previsto o desaparecimento dos jardins e do traço original das praças.”

Por sua vez, Maria Augusta Carvalho salienta que o PCP tem feito o trabalho de contacto com a população, sobretudo os comerciantes locais. “Por todo o lado onde entramos não tivemos uma única pessoa que nos dissesse, concordo com isto”, garantiu. “Portanto a nossa posição está ao lado da maioria da população.”

Durante o fórum aberto no passado sábado, em plena praça Conde São Bento, ouviram-se vozes de vários quadrantes, entre eles Daniel Azevedo, criador da petição online, frisou que “este assunto não é ideológico, é transversal à sociedade”, adicionando que “a câmara trem que ter em conta a indignação demonstrada nas sessões públicas”, já que se não levarem, “aquelas sessões são uma fraude.”

Nesse sentido, José Alberto Ribeiro, deputado na assembleia municipal pelo PCP, tem a certeza que “sempre que a sociedade se interessa e o demonstra, faz a diferença”.

O próximo passo para o Partido Comunista é entregar uma resolução na Assembleia Municipal onde reafirmam que uam decisão final sobre as praças “não pode deixar de ter em consideração tudo o que já foi manifestado pelos tirsenses”, “não estando contra a necessidade de uma intervenção para melhorar” os espaços.

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